Tudo se transforma

Tudo se transforma

Dia desses, assisti uma série chamada One Strange Rock. Está classificada num dos meus temas favoritos, que é de documentário e ciência. Além das belíssimas imagens, conta com a participação de astronautas que já estiveram no espaço e tiveram a chance de ver nosso querido planeta lá do alto. Falam das suas emoções quando da clareza da percepção de que a Terra é um organismo vivo. Que tudo o que acontece, está conectado com tudo que acontece. Nos dizem que quando vista desta perspectiva, a Terra mostra-se como um corpo vivo e inteiro.  Trazem o conceito de equilíbrio como um ponto alto do documentário. A gente compreende que a Terra, assim como nós, em condições normais, trabalha pela sua autorregulação, auto sustentabilidade e auto realização.

Autorregulação quer dizer de algo ou alguém que se regula a si próprio sem ajuda externa.

Auto sustentabilidade é a capacidade de se sustentar a si próprio.

Auto realização é a capacidade de desenvolver todo nosso potencial de desenvolvimento.

Trago esta reflexão, porque sei que nosso corpo físico, tem essas mesmas propriedades. Existe uma inteligência que opera também em nós e que tudo sabe e que tudo faz.

No entanto, para usufruirmos destes atributos em sua plenitude vamos precisar do equilíbrio como plano de fundo. Todo e qualquer elemento, ação, emoção, demais ou de menos, deve ser compensada e ajustada para que o organismo como um todo, volte aos trilhos.

Me lembrei da famosa frase de Lavoisier que diz que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Em assim sendo, quando sentimos tristeza por exemplo, na maioria das vezes buscamos nos livrar dela como sendo algo ruim e que oferece riscos. Mas da perspectiva da organicidade (que refere-se a tudo o que falamos acima) o equilíbrio desejado será resultado de nossa capacidade de transformação desta emoção. A transformação requer um processo. A emoção (qualquer que ela seja) é primeiro identificada e localizada. Esta conexão contribui para o entendimento de seu significado e, portanto, de seu resignificado. Sem este processo metabólico, a “emoção fica parada no estômago” e vai-se acumulando em nosso organismo.  O equilíbrio será a chave. Nem evitar a emoção e nem nos demorarmos demais mergulhados nela.

Se observamos a natureza, veremos que ela é mestra nas transformações. Tudo se complementa e o que não serve mais a um fim será aproveitado para um outro começo. Assim é fora e assim é dentro.

E assim é.



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