4ª Bienal Black Brazil Art anuncia calendário completo de outubro a março

4ª Bienal Black Brazil Art anuncia calendário completo de outubro a março

A Bienal Black Brazil Art (BB) é uma iniciativa brasileira dedicada à valorização, circulação e fortalecimento da produção artística negra, afro-diaspórica e decolonial. Criada em 2019 pela curadora e museóloga Patrícia Brito, a Bienal tem como uma de suas principais características a itinerância, ocupando diferentes territórios e espaços culturais. Em sua quarta edição, a programação se estende de outubro de 2026 a março de 2027, ampliando o diálogo sobre arte, identidade, ancestralidade e perspectivas contemporâneas.

O calendário da 4ª edição começa no dia 6 de outubro, com o programa on-line "Artistas (em) Conversação", e prossegue em Recife (PE). A programação presencial acontece no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), a partir do dia 7 de novembro, e Centro Cultural Cais do Sertão, em 7 de dezembro, com a mostra coletiva As Cinco Peles, que reúne 125 artistas de todo país.

Estão previstas ainda oficinas, apresentações musicais, performances, exibição de vídeos, e premiação. Outros locais da capital pernambucana também abrigarão essas atividades, como a Escola Técnica Estadual Alfredo Freyre, o Museu da Abolição e o Laberer UFPE. A relação completa de atividades pode ser conferida no site oficial da Bienal Black e nos canais da BB. Todas as atividades são gratuitas.

O programa Artistas (em) Conversação acontece de 6 de outubro a 30 de novembro e consiste em dez encontros on-line e gratuitos  que reúnem vozes das Américas, África e Europa. Com nomes como Rita Oyakanmi, Diogo Nógue, Welket Bungué e Juliana Xukuru, a programação atravessa temas urgentes como racismo, afrofuturismo, e crise ambiental - criando um espaço de diálogo sobre quem narra o presente e como podemos imaginar novos horizontes afro-indígenas.

Em Recife, a exposição As Cinco Peles abre no dia 7 de novembro, às 14h, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Ocupando três andares da instituição, a primeira parte da Bienal gira em torno de três núcleos temáticos - Corpo, Território e Mundo. 

A abertura contará com performance ao vivo de A TRANSALIEN, artista pernambucana radicada em São Paulo, e com a oficina "Apitos Sonoros", conduzida por Rodrigo Novack (SC). A inauguração também traz a única versão presencial de Artistas (em) Conversação, que contará com a participação de seis artistas pernambucanos e a curadora da mostra. A visitação no MAMAM vai até 31 de janeiro de 2027.

O segundo eixo na capital pernambucana, o Centro Cultural Cais do Sertão, será aberto no dia 7 de dezembro, às 18h, no Auditório É do Povo, segundo andar. A cerimônia reúne apresentações musicais, performance ao vivo, exibição de vídeos e premiação. A 4BIENALBLACK fica no Cais do Sertão até o dia 7 de março de 2027.

Os trabalhos apresentados atravessam linguagens - performance, videoarte, instalação, fotografia, escultura, pintura, arte têxtil - e geografias diversas. A seleção traz artistas do Sudeste (57), Nordeste (40), Sul (11), Centro-Oeste (5) e Norte (4), além de participantes da Alemanha, Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Porto Rico e Portugal. Do Nordeste, destacam-se a produção da Bahia (14) e Pernambuco (11). O evento conta ainda com obras criadas pelos alunos da escola Alfredo Freyre. Ao todo, a convocatória da BB recebeu 338 inscrições no início do ano.

"Nossa quarta edição nasce da compreensão de que a arte contemporânea afrodiaspórica é construída em movimento", explica a organizadora Patricia Brito. Mais do que um evento expositivo, a Bienal se afirma como uma plataforma de encontros, deslocamentos e produção de conhecimento. Nesta edição, o tema As Cinco Peles: corpo, território, mundo propõe uma reflexão sobre as diferentes camadas que constituem a experiência humana e coletiva", elabora.

A escolha de Pernambuco para receber a 4ª edição da Bienal Black nasce da força histórica, cultural e simbólica desse território. Recife é uma cidade marcada por encontros, disputas e permanências: quilombos, maracatus, movimentos negros de longa trajetória e uma produção afrodiaspórica viva. Em meio a essas camadas, a Bienal Black realizará ações e atividades em conexão com espaços culturais importantes da cidade.

A 4ª Bienal Black Brazil Art é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Banco BV, parceria de divulgação do Portal SoteroPreta (Salvador-BA) e produção da Black Brazil Art.

Na Foto: Ralando Coco, pintura de Li Monteiro (AL) - crédito: Li Monteiro

 



Autor(a): Rosiley Souza



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