Em 2025, o Instituto Cidades Invisíveis consolidou um ciclo de trabalho marcado pelo fortalecimento institucional e pela qualificação das ações desenvolvidas nos territórios onde atua. Ao longo do ano, mais de 3,5 mil pessoas foram atendidas diretamente pelos projetos sociais da organização, enquanto o impacto indireto superou 32,5 mil vidas, ampliando de forma consistente o alcance das iniciativas.
Esse alcance foi sustentado por uma estrutura contínua e articulada. Em doze meses, foram mantidos 30 projetos em funcionamento e sete Programas Bonsai ativos, que orientam iniciativas nas áreas de educação, cultura, esporte, cidadania e saúde. A operação contou com uma equipe formada por 36 profissionais da área social e o apoio de 81 voluntários, reforçando uma atuação que alia especialização técnica e envolvimento comunitário.
A consolidação dessa estrutura se refletiu também na expansão qualificada das frentes de atuação. Em Niterói, a inauguração do Bonsai Preventório ampliou a presença no Estado do Rio de Janeiro, com a oferta regular de aulas de capoeira e dança. Já em Santa Catarina, a abertura da Casa Cidades Invisíveis, no centro de Florianópolis, fortaleceu a base institucional da organização, ampliando a diversidade de atividades oferecidas, incluindo aulas de informática, modelagem, corte e costura, yoga, oficina de muralismo e jiu-jitsu. No Rio Grande do Sul, o Bonsai Canela registrou crescimento expressivo, com aumento de 350% no volume de atendimentos ao longo do ano.
Além das ações sociais diretas, 2025 foi marcado pelo avanço consistente das iniciativas de ressignificação urbana. Por meio do programa RUA (Ressignificação Urbana e Artística), o instituto revitalizou 770 metros quadrados de espaços públicos, incluindo a Galeria de Arte do Morro do Mocotó e a região do Centro Leste da capital catarinense. As intervenções reforçaram o diálogo entre arte, território e pertencimento, ampliando o uso coletivo dos espaços e fortalecendo vínculos comunitários.
O fortalecimento institucional também ficou evidente nos resultados obtidos na área de captação de recursos e transparência. O Leilão Cidades Invisíveis alcançou um recorde histórico ao arrecadar R$ 3 milhões na edição realizada em São Paulo e passou a integrar o calendário nacional com a realização inédita de sua primeira edição em Brasília. No mesmo período, o programa Pontes e Conexões ampliou a articulação com parceiros estratégicos, viabilizando iniciativas como a implantação de uma unidade móvel de saúde bucal na capital federal.
Nos eixos de esporte e cidadania, os indicadores reforçam a efetividade das ações desenvolvidas. Em 2025, todos os atletas atendidos que participaram de competições conquistaram medalhas, totalizando 24 competidores. Já na garantia de direitos, foram promovidos dois Mutirões da Cidadania na Comunidade Frei Damião, com atendimentos voltados à emissão de documentos essenciais, como carteiras de identidade e certidões.
Com esse conjunto de entregas, o Cidades Invisíveis encerra o ano projetando um novo ciclo de desenvolvimento. Para 2026, o instituto planeja ampliar parcerias, fortalecer a governança institucional e expandir o Programa Bonsai com novas oficinas, aprofundando o impacto social e a atuação qualificada nos territórios atendidos.
"2025 foi o ano em que fortalecemos nossas raízes, qualificamos processos e aprofundamos vínculos. Os Bonsais se tornaram mais sólidos, ainda mais preparados e conectados com as reais demandas das comunidades. Em 2026, seguimos com o compromisso de crescer com consistência, ampliando impacto com responsabilidade, escuta e presença contínua", afirma Paula Mello, Gestora Social do Instituto Cidades Invisíveis.
Autor(a): Rosiley Souza
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