Coletivo Orgânico em Balneário Camboriú: quando o que sobra vira criação, e mulheres aprendem a criar juntas

Coletivo Orgânico em Balneário Camboriú: quando o que sobra vira criação, e mulheres aprendem a criar juntas

Uma edição com forte adesão

A edição de Balneário Camboriú teve ótima adesão, com todas as vagas preenchidas e grande procura de mulheres interessadas em participar. As 20 participantes seguem envolvidas e empolgadas, entregando peças criativas, com olhar de produto. Esse engajamento mostra o vínculo que se criou no grupo.

O que está acontecendo no grupo

Algumas participantes aprenderam técnicas que nunca tinham conseguido dominar, e há quem esteja se tornando profissional no crochê. Elas se jogaram na criação, abriram a cabeça para novas possibilidades com os resíduos e passaram a levar a reflexão sobre descarte e reaproveitamento para a rotina.

Próximos passos

O grupo de Balneário Camboriú já passou por todas as técnicas manuais do projeto e agora está na fase de finalização das peças desenvolvidas. Ainda virão aulas de empreendedorismo, para mostrar como transformar o que aprenderam em possibilidade de renda, e de foto e vídeo, para registrar e divulgar o trabalho. O projeto também prevê uma exposição aberta à comunidade, com roda de conversa. Novas edições e editais já estão no horizonte, com o objetivo de consolidar o Coletivo como iniciativa contínua.

Por que o projeto importa

Para as mulheres - o Coletivo oferece formação gratuita, acolhimento e um espaço de convivência que fortalece a autoestima e a autonomia criativa e econômica. Ele chega a bairros com menos acesso a ações culturais continuadas, onde muitas mulheres têm jornadas longas de trabalho e pouca oportunidade de participar de atividades culturais gratuitas. As técnicas podem virar renda complementar, e os laços criados ampliam as redes de apoio. O que acontece quando mulheres aprendem e criam juntas? Trajetórias individuais se fortalecem na coletividade.Para a sustentabilidade - o projeto mostra na prática o que é economia circular: resíduos têxteis, geralmente tratados como lixo, voltam como arte, objeto e oportunidade. Ele também faz educação ambiental pela experiência, estimulando consumo consciente e alternativas ao descarte. Dialoga com os ODS de igualdade de gênero, educação de qualidade, trabalho decente e geração de renda, consumo e produção responsáveis, cidades e comunidades sustentáveis e ação contra a mudança do clima.

Para a cultura e a comunidade - a iniciativa valoriza o fazer manual e a transmissão de saberes, e aproxima a universidade da comunidade por meio da extensão. Também gera trabalho para oficineiros, psicólogas, designers e outros profissionais criativos da cidade e da região.

O Coletivo Orgânico mostra que sustentabilidade se constrói com pessoas, vínculos e histórias. Cada peça exposta carrega um material reaproveitado e também a trajetória de uma mulher que descobriu uma nova habilidade, ganhou confiança e encontrou comunidade. A comunicação do projeto quer tornar visível o que ele faz  e, principalmente, o que ele transform




Autor(a): Rosiley Souza



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