O Carnaval 2026 começou oficialmente em Florianópolis em clima de celebração, diversidade e ocupação do espaço público. Realizado no domingo, 1º de fevereiro, na Beira-mar do Estreito, o Festival Ponte Que Pariu confirmou o seu protagonismo no calendário cultural da cidade ao reunir aproximadamente 40 mil pessoas ao longo de mais de 13 horas de programação gratuita, com atrações que passaram pela força da Fanfarra da Ponte, artistas da cena local e o aguardado show do Monobloco, um dos maiores nomes do carnaval brasileiro, arrastando multidões no trio elétrico.
Com vista para a Ponte Hercílio Luz, o festival transformou a região continental em um grande palco a céu aberto, reunindo moradores da Grande Florianópolis e turistas em uma experiência que combinou cortejo de carnaval de rua, trio elétrico e shows em palco fixo. A programação diversa e acessível reafirmou a força do pré-carnaval como espaço de encontro, convivência e celebração da cultura popular.
Para Marinho Freire, diretor do projeto, o sucesso da edição é reflexo direto da relação da cidade com a cultura. “Floripa tem provado que existe, sim, um público enorme para eventos de qualidade. Há uma demanda muito clara de toda a região da Grande Florianópolis por cultura, especialmente quando ela ocupa a cidade de forma gratuita e acessível. As leis de incentivo são fundamentais não só para garantir esse acesso, mas também para a economia da cidade. O sucesso do Ponte Que Pariu mostra que investir em cultura é investir em desenvolvimento”, celebra. Segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado em janeiro de 2026, para cada R$ 1 investido via renúncia fiscal, R$ 7,59 retornaram à economia e à sociedade, além de R$ 1,39 em arrecadação tributária.
Sobre o Festival Ponte Que Pariu
Criado em 2020, o Festival Ponte Que Pariu se orienta por valores como diversidade, acesso, construção de comunidade e ocupação criativa dos espaços públicos. A cada edição, o evento fortalece o carnaval de rua como manifestação cultural viva e amplia sua conexão com diferentes territórios da cidade, consolidando-se como uma das principais celebrações do pré-carnaval de Florianópolis.
A edição de 2026 também reforça o impacto positivo do evento para a economia criativa local, movimentando artistas, técnicos, produtores e serviços, além de estimular o uso consciente e coletivo do espaço urbano.
O evento é uma realização do Festival Ponte Que Pariu e JF Produções, com apoio do Brasil Atacadista e Brahma, por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), política pública catarinense de fomento à cultura via renúncia fiscal do ICMS.
Sobre a Fanfarra da Ponte
A Fanfarra da Ponte é o coração pulsante do Festival Ponte Que Pariu. Criada em Florianópolis, na estreia do evento, em 2020, a fanfarra reúne sopros e percussão em um repertório que mistura carnaval, música brasileira e festa de rua, conduzindo o público em cortejos que celebram o encontro, a ocupação do espaço público e a alegria coletiva. Mais do que uma atração, o bloco é símbolo do carnaval de rua da cidade e elemento central na identidade do festival desde sua criação.
Crédito da foto:Pedro Malamam
Autor(a): Rosiley Souza
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