Tecnologia que acolhe: oficina gratuita ajuda imigrantes a se conectar, acessar direitos e construir uma nova vida em Florianópolis

Tecnologia que acolhe: oficina gratuita ajuda imigrantes a se conectar, acessar direitos e construir uma nova vida em Florianópolis

 

Chegar a um novo país significa aprender uma nova cultura, criar vínculos e recomeçar a vida. Em tempos em que grande parte dos serviços, informações e oportunidades passa pelo ambiente digital, saber utilizar ferramentas tecnológicas tornou-se também uma forma de inclusão e cidadania. Pensando nisso, o Unicesusc realiza amanhã (17) e quinta-feira (18) a oficina gratuita "Tecnologia que Acolhe: Guia Digital de Integração e Cidadania para Imigrantes", em Florianópolis.

A atividade será das 14h às 17h, no Laboratório 01 – Sala 128 do Unicesusc, e foi criada para auxiliar imigrantes a utilizar recursos digitais que fazem parte da vida cotidiana, como aplicativos de comunicação, plataformas de serviços públicos, ferramentas de busca por emprego e acesso a informações sobre direitos e cidadania.

Mais do que ensinar a mexer em um celular ou navegar na internet, a oficina busca reduzir barreiras e fortalecer a autonomia de pessoas que estão reconstruindo suas trajetórias em uma nova cidade e em um novo país. Em muitos casos, a tecnologia é a principal ponte para encontrar oportunidades, acessar serviços essenciais e manter contato com familiares e amigos que ficaram em seus países de origem.

A ação faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à inclusão digital promovidas pelo Unicesusc através do projeto de extensão Conectando Gerações e Impulsionando o Futuro e o Protagonismo Digital. 

Na próxima semana, nos dias 24 e 25 de junho, será a vez da oficina "Conectando Gerações: Tecnologia, Autonomia e Inclusão para a Melhor Idade", realizada na Casa Amarela da AMOCAN – Associação dos Moradores de Canasvieiras, também de forma gratuita.

A relevância das oficinas também se reflete nos dados demográficos de Santa Catarina. Segundo o Censo 2022, o estado possui cerca de 1,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,56% da população catarinense, um contingente que cresce ano após ano. Ao mesmo tempo, o número de imigrantes internacionais também avançou de forma expressiva: Santa Catarina passou de 17,6 mil estrangeiros residentes em 2010 para 83,4 mil em 2022, um aumento de cerca de 370%, representando hoje 1,1% da população do estado.

Para o professor do Unicesusc, Sérgio Murilo Schütz, diante desse cenário, iniciativas de inclusão digital ganham ainda mais importância. “Para um imigrante, aprender a utilizar ferramentas digitais pode significar acesso a emprego, serviços públicos e direitos básicos. Para uma pessoa idosa, pode representar autonomia, independência e a possibilidade de manter vínculos afetivos em uma sociedade cada vez mais conectada”, conta. Em ambos os casos, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a ser uma ponte para a cidadania, a participação social e o sentimento de pertencimento.

 



Autor(a): Rosiley Souza



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