A busca por procedimentos estéticos continua em alta no Brasil. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) colocam o país entre os líderes mundiais na realização de cirurgias plásticas, especialmente entre as mulheres. O crescimento da procura, no entanto, também amplia a necessidade de informação sobre segurança, qualificação profissional e critérios que devem ser considerados antes da decisão pela cirurgia.
Para o cirurgião plástico Alexandre Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), um dos principais erros dos pacientes é concentrar a atenção apenas no resultado estético desejado e deixar em segundo plano aspectos fundamentais relacionados à segurança. “A cirurgia plástica não deve ser encarada apenas como uma transformação estética. É um procedimento médico que exige avaliação criteriosa, estrutura adequada e uma relação de confiança entre médico e paciente”, afirma.
Especialistas destacam sete pontos que merecem atenção antes da escolha de qualquer procedimento.
• Verificar a formação do cirurgião
O primeiro passo é confirmar se o médico possui formação em Cirurgia Plástica e registro regular nos órgãos competentes. Também é recomendável verificar se ele integra entidades reconhecidas da especialidade, como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
“Hoje existe uma grande oferta de procedimentos estéticos e muitas vezes o paciente não sabe diferenciar especialização médica de cursos ou capacitações pontuais. A formação adequada faz diferença na condução da cirurgia e principalmente na capacidade de lidar com intercorrências”, explica Peruzzo.
1. Avaliar onde a cirurgia será realizada
A estrutura hospitalar deve ser analisada com o mesmo cuidado dedicado à escolha do profissional. Hospitais credenciados, com equipe multidisciplinar, recursos de suporte e protocolos de segurança tendem a oferecer mais proteção ao paciente.
Segundo o especialista, o ambiente onde o procedimento ocorre influencia diretamente a capacidade de resposta diante de qualquer eventualidade.
2. Desconfiar de promessas de resultado perfeito
Nenhuma cirurgia oferece garantias absolutas. O organismo responde de forma individual e fatores como cicatrização, genética e hábitos de vida influenciam o resultado final.
“Quando alguém promete perfeição ou resultados idênticos aos vistos em fotografias, o paciente deve acender um sinal de alerta. A medicina trabalha com previsibilidade, não com garantias”, afirma.
3. Exigir uma avaliação individualizada
Cada paciente possui características físicas, histórico clínico, rotina e objetivos próprios. Por isso, protocolos padronizados nem sempre representam a melhor escolha.
A consulta pré-operatória deve incluir análise detalhada do histórico de saúde, exames e discussão transparente sobre benefícios, limitações e riscos.
4. Entender os riscos envolvidos
Mesmo procedimentos considerados de menor porte envolvem riscos. Complicações anestésicas, infecções, tromboses e problemas de cicatrização fazem parte das possibilidades que precisam ser discutidas previamente.
“O paciente tem o direito de conhecer todos os cenários antes da decisão. A informação clara é uma das principais ferramentas de segurança”, diz o médico.
5. Planejar o período de recuperação
A recuperação influencia diretamente a experiência cirúrgica e não deve ser tratada como um detalhe. Dependendo do procedimento, podem existir restrições temporárias relacionadas a exercícios físicos, trabalho, exposição solar e atividades domésticas.
Segundo Peruzzo, compreender o pós-operatório ajuda a reduzir a ansiedade e contribui para uma recuperação mais tranquila.
6. Alinhar expectativas com a realidade
Muitos casos de insatisfação não estão ligados à técnica cirúrgica, mas à diferença entre o resultado esperado e o resultado possível.
“O papel do cirurgião também é orientar. Nem sempre o procedimento que o paciente deseja é o mais indicado para seu corpo ou para sua saúde. A boa cirurgia é aquela que respeita a individualidade da pessoa e preserva sua segurança”, afirma.
7. Segurança acima da tendência
Para o especialista, a popularização das redes sociais aumentou o acesso à informação sobre estética, mas também ampliou a circulação de promessas irreais e comparações inadequadas.
“A decisão por uma cirurgia plástica deve ser baseada em critérios médicos, não em tendências momentâneas. Quando o paciente escolhe um profissional qualificado, uma estrutura adequada e entende exatamente o que está fazendo, as chances de uma experiência positiva aumentam significativamente”, conclui.
Sobre o Dr. Alexandre Peruzzo
Dr. Alexandre Peruzzo é cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade.
Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
Para mais informações, acesse Linkedin e Instagram.
Sobre a clínica
A clínica do Dr. Alexandre Peruzzo atua no segmento de saúde de alto padrão, com foco em cirurgia plástica, contorno corporal minimamente invasivo, medicina estética, longevidade, avaliação metabólica e acompanhamento individualizado. O modelo de atendimento integra estrutura clínica, exames modernos, monitoramento da evolução corporal e uma experiência voltada à segurança, discrição e personalização, com conexão ao turismo médico e ao mercado premium em saúde.
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